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domingo, agosto 07, 2005
No Body Never Mind
Caríssimos:
deixemo-nos de filosofias e voltemos ao que realmente interessa: a realidade que me faz ser colaboradora deste blog, ou seja, as minhas experiências a nível cultural...
Espero que a noite de hoje tenha servido, finalmente, de antídoto ao veneno que me assola o corpo de cada vez que oiço a palavra "passatempo": é como se tudo em mim me compelisse a fazer o que quer que seja para conseguir um bilhete seja lá para o que for. Até agora, as surpresas não têm sido más. Costumo gostar, em termos gerais, dos espectáculos e fico sempre contente por ter conseguido ir à borla e, ainda por cima, levar alguém comigo que, de modo geral, fica impressionado com a minha habilidade para as borlas e, subsequentemente, eternamente agradecido!
Pois bem, depois de comprar um mini-radiozito para ouvir música no trabalho, na passada quinta-feira abandonei as minhas rádios de eleição e aventurei-me por novos caminhos. A música da Oxigénio estava animada e eu deixei-me por lá ficar practicamente todo o dia. Lá mais para o final da tarde, ouço a palavrinha mágica, acompanhada por um número de telefone (sem pergunta nem nada). Toca a ligar, que não se perde nada. Do outro lado da linha lá me dizem que tenho direito a um bilhete duplo, para domingo às 21H30, algures no Bairro Alto. Depois de anotar todas as indicações e de desligar, começo a pensar "Mas isto é o quê mesmo?" Continuava sem saber. Do mal o menos, os bilhetes já cá estavam e não podia ser assim tão mau... Pensava eu!
Hoje, às 21H30, lá estava eu, no meio do Bairro Alto, ao lado da minha companhia, para reclamar o prémio. O lugar estava bastante composto e até pensamos "Que sorte, parece que isto deve ser mesmo bom, já que está cá tanta gente!" Entretanto descobrira que se tratava de teatro e não de música, como eu calculava.
Entrámos. A sala encheu (não era muito grande, mas mesmo assim...). Fica tudo escuro, tão escuro que não se vê mesmo nada e o calor começa a adensar (ar condicionado ali é mentira e o tecto é de madeira). Passados uns bons cinco minutos de escuridão, surgem dois corpos completamente nus (um homem e uma mulher), só com um microfone colado nas gargantas. Passam-se uns dez minutos em que eles produzem sons guturais sem nunca mexerem um múculo da cara. Esta parte consegue ser minimamente interessante, quando comparada com o que está para vir e que domina grande parte do espectáculo...
Depois de mais alguns minutos em completa escuridão, vislumbramos (muito mal, porque a iluminação é muito ténue) os dois corpos em posições íntimas, utilizando a língua para colar uns papelinhos no corpo do outro. Assim se passa o espectáculo, que tem uma duração de mais de uma hora, durante o qual só consegui pensar "Quando é que isto acaba? Quero ir-me embora. Estou quase a dormir".
Finalmente acabou e as pessoas aplaudiram. Será que gostaram? Eu não. A minha companhia bem me tentou animar "Deixa lá, pelo menos foi diferente". Diferente foi, com certeza. Para a próxima pergunto antes para o que é que estou a concorrer...
   
 
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