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De Homem Para Homem |
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Caríssimos: fui hoje com o co-escriba zoick ver a ante-estreia de De Homem para Homem (Man To Man), que conta com a partipação de Joseph Fiennes e Kristin Scott Thomas.
A acção decorre em 1870, quando uma equipa de antropólogos captura dois exemplares indígenas de África, os pigmeus, com o objectivo de os estudar e, desse modo, provar perante a Academia das Ciências e perante o mundo que esta raça é o elo de ligação que faltava entre o macaco e o homem, uma raça que terá sobrevivido à mutação.
Os dois indígenas são trazidos para Inglaterra e observados, primeiro em cativeiro e, depois, em habitat, mais ou menos, natural, de modo a que se pudessem tirar conclusões mais "conclusivas". Todavia, a personagem de Joseph Fiennes começa a desenvolver a tese de que estes "espécimens" são bem mais do que meros seres vivos, que se limitam a sobreviver, sem raciocínio, inteligência ou sentimentos. É aí que tudo se complica...
De Homem Para Homem é um filme que nos faz pensar na condição humana e naquilo que nos separa dos outros animais. Coloca-nos na pele daqueles que, à partida, são irracionais e que tratamos como meros sobreviventes. Apresenta-nos a evolução humana de um ponto de vista menos científico e mais sentimentalista. Relembra-nos a vil obsessão humana pelo sucesso e pelo dinheiro, acabando por concluir que isso nos conduz à insanidade e à perda de qualquer tipo de sentimentos que alguma vez possamos ter tido. Alimenta a ideia de que também nós podemos ser motivo de observação por parte de povos ou espécies mais avançadas.
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