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Conto antigo |
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O Chá de Limão fechou as portas e com ele corria o risco de deixar de ver o meu conto "Desabafo" que concorreu no SMS. Desse modo decido publicá-lo aqui e relembrar-me do quando gostei dele. Vá, chamem-me narcisista!
Batem à porta e já passava das 23. Assusto-me porque não é normal. Levanto-me do sofá penosamente onde via um thriller. Dirijo-me à porta e fico surpreso. "És tu, Dinis?!", digo eu. Está com aspecto de ter sido atropelado por um camião TIR e percebo nos seus olhos que chorou há pouco tempo. "Sou eu e precisamos de falar...", pensa ele. Aborreço-me mas paro o DVD e convido-o a sentar-se comigo no sofá. Viramo-nos de frente a frente. "André, precisamos conversar...", diz o Dinis. "Dinis, estou-te a ouvir...", digo eu. "Sabes como é difícil falar nisto, mas será melhor para mim desabafar.", diz ele. "Sempre fiz tudo a pensar em ti...", penso eu. "Eu estava tão apaixonado...", diz ele. "Ainda estou apaixonado por ti...", penso eu. "Sentia-me realizado quando fazíamos as coisas juntos. Planeava tudo para estarmos juntos.", diz ele. "Eu nunca planeei... deixava que o fizesses...", penso eu. "Quando dormíamos juntos e agarrados, sentíamos o bater dos nossos corações. E quando acordava no meio da noite, tinha vontade de fazer amor.", diz ele "Eu também acordava, mas tu dormias e sentia a tua respiração do outro lado da cama...", penso eu. "Quando olhávamos nos olhos um do outro sentia que amava.", diz ele. "Estranho, quando olhava os teus lindos olhos verdes, sentia que nunca gostarias de mim...", penso eu. "Nunca fui infiel!", diz ele. "Eu fui, mas as circunstâncias assim o permitiam", penso eu. "Este foi o meu namoro com a Susana. Ela acabou tudo!", diz o Dinis. "Esse podia ser o nosso namoro. Eu começaria já...", pensei e escapa-me a palavra "Dinis" por entre os lábios... O Dinis não conseguiu conter-se e começa a chorar. Abraço-o e sinto as suas lágrimas a escorrer pelo meu ombro. Os meus olhos tentam conter as minhas lágrimas. Dou um suspiro grande...
Um abraço poético, Zoick
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